Ricardo José Vaz Tolentino

O Professor Ricardo José Vaz Tolentino é um dos mais consagrados nomes da astronomia amadora no Brasil e vem conquistando cada vez mais espaço no exterior. Mantenedor e responsável técnico do website e do observatório lunar que leva seu nome, o Observatório Vaz Tolentino, o professor possui formação na área de Engenharia e Tecnologia da Informação, atuando na Universidade FUMEC há mais de 27 anos, onde atualmente ocupa o cargo de Diretor Geral da Faculdade de Ciências Empresarias (FUMEC/FACE).

Tolentino iniciou suas pesquisas em Astronomia há 7 anos por meio do estudo científico da Lua (selenografia) e atualmente trabalha na identificação e catalogação do relevo lunar e no registro sistematizado desse satélite e de planetas. Atua também na preparação de professores, alunos e demais interessados em Astronomia Observacional, além de promover mostras sobre a Lua e demais objetos celestes. Algumas de suas selenofotografias revelaram descobertas não catalogadas de crateras fantasmas na Lua, o que lhe gerou reconhecimento nos EUA e na Austrália. O Professor Tolentino é membro da The Planetary Society – USA e escreve um blog sobre selenografia para a Sociedade Planetária – Brasil.

O Professor Tolentino tem uma série de astrofotografias publicadas em reconhecidos websites nacionais e internacionais como o LPOD – Lunar Photo Of The Day e The Maitland Mercury Magazine, além de escrever o blog CIENCTEC e o Boletim Observe. O professor foi um dos destaques no 16º ENAST e participou dos eventos Campus Party 2014 e 2015 ministrando palestras sobre observação da Lua.

Mestre em Tecnologia, há mais de 12 anos executa Projetos de Extensão na área de Sistema de Posicionamento Global (GPS).

Palestra:

O que observar na Lua? 

 

Apesar de conter as mesmas formações observadas pelo renomado cientista Galileo Galilei, há mais de 400 anos, nosso satélite natural sempre apresenta formas surpreendentes e diferenciadas através da ocular. A Lua muda constantemente o aspecto visual de suas formações, devido aos seus movimentos que causam mudanças de luz e sombras, criando sempre novidades observacionais. Se o assunto é observação astronômica, perante nosso ponto de vista aqui da Terra, a Lua é mesmo um “gigante cósmico”.

Mesmo atualmente dispondo de mapas lunares bem detalhados e julgados completos, o selenógrafo especialista encara tais impressos apenas como uma referência. O verdadeiro campo de provas é a real superfície lunar, vasculhada sob os olhos atentos e experientes, bem diferente de uma folha de papel, pois ainda existem muitos mistérios a serem revelados na Lua, que se escondem nas interessantes formações presentes em sua marcada e marcante superfície.

Quando o selenógrafo observa a Lua que vemos atualmente, na realidade, ele enxerga o resultado da consequência de incontáveis eventos que aconteceram nos últimos 4,5 bilhões de anos. A importância da Selenografia está no fato de que o nosso satélite natural nos ajuda a entender e conhecer mais sobre a origem e a evolução da Terra e dos demais planetas do Sistema Solar.